00:00:00
20 Jan

Representantes de 49 blocos de carnaval em SP criam comissão feminina contra assédio

Serão 859 blocos em todas as regiões da cidade em 2020; comissão feminina quer mais segurança e ações efetivas que combatam o assédio.

Mulheres representantes de 49 blocos de carnaval de São Paulo criaram uma comissão e desde agosto têm feito reuniões para discutir medidas para combater o assédio. Em 2020, 865 blocos de rua vão desfilar em todas as regiões da cidade.

A comissão feminina do carnaval de rua discute medidas em quatro temas principais: mais segurança, ações que combatam o assédio, que melhorem a comunicação e que reduzam danos. O que é debatido é levado para o poder público e para as comissões de organização do carnaval para que se tornem ações.

A lista de demandas é grande. As mulheres querem intensificar as campanhas contra o assédio, distribuição de camisinhas femininas, mais banheiros, transporte público 24 horas, mais médicos e mais policiais.

“Acontece de tudo. A gente está se divertindo sem nem olhar para o lado e perceber alguém olhando para a gente e de repente tem uma mão, alguém puxando, não aceita um não. Não aceitam que as meninas estão lá só para se divertir e que não querem outra coisa que não seja se divertir”, diz Lívia Nolla, do Bloco Elástico.

Comissão feminina se organiza contra assédio no carnaval dos blocos de rua em SP — Foto: TV Globo/Reprodução
Comissão feminina se organiza contra assédio no carnaval dos blocos de rua em SP — Foto: TV Globo/Reprodução

Juliana Matheus, do bloco Filhas da Lua, diz que a comissão feminina é um desejo antigo.

“Tem muitas mulheres que fazem o carnaval de rua já há muito tempo com esse desejo de ter esse diálogo um pouco mais aberto das secretarias que cuidam do carnaval da cidade. Eu acho que tem um olhar que é importante nesse momento que é a construção do carnaval de rua e ele não é só feito por uma parte da sociedade.”

Lívia conta que o assédio tem sido menor no bloco em que puxa como cantora.

“O que eu escutei de muitas mulheres no meu bloco foi: ‘Nossa, que coisa, não teve nenhum caso de assédio, nenhuma violência’. Isso não deveria ser estranho. É assim que tem que ser. Mas o que ficou natural do carnaval é a gente ter questões de assédio, de violência, de desrespeito. É só isso que a gente quer, a gente quer respeito para essas mulheres e a gente quer que as mulheres sejam importantes para esse carnaval.”

You may be interested

Toffoli suspende portaria de Moro com regras para atuação da PRF em operações
Política
10 Visualizações
Política
10 Visualizações

Toffoli suspende portaria de Moro com regras para atuação da PRF em operações

Fabio Alencar - 17/01/2020

Ação foi proposta por delegados federais, que contestaram portaria de outubro. Presidente do STF diz que regras teriam que ser aprovadas pelo Congresso Nacional, em lei. O…

Motorista deixa carro blindado no CE após perseguição, tiroteio e cinco horas de negociação com a polícia
Crimes
9 Visualizações
Crimes
9 Visualizações

Motorista deixa carro blindado no CE após perseguição, tiroteio e cinco horas de negociação com a polícia

Fabio Alencar - 17/01/2020

Depois de furar o bloqueio policial, o condutor colidiu com alguns veículos e feriu duas mulheres, em Sobral. Depois de mais de cinco horas de negociação com…

Polícia investiga histórico de viagens de motorista de app achada carbonizada dentro de carro
Crimes
12 Visualizações
Crimes
12 Visualizações

Polícia investiga histórico de viagens de motorista de app achada carbonizada dentro de carro

Fabio Alencar - 17/01/2020

Veículo foi encontrado em chamas, em São Roque (SP). Família de Limeira (SP) fez o reconhecimento do corpo no IML de Sorocaba. A polícia pediu à empresa…

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

Most from this category